Seu pet se coça?

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Marcela Ibelli

Uma coceirinha aqui, outra ali. É normal cachorro e até gato 'tocar cavaco', como diz a expressão popular. Mas vale a preocupação quando o ato é algo muito frequente. Existem animais que se coçam tanto que ferem o corpo todo. Não deixe isso acontecer. “Quando é de vez em quando, tudo bem. Porém, o tutor deve levar o bichinho ao consultório quando ele para o que está fazendo, inclusive comer, ou acorda para aliviar o incômodo”, explica a médica-veterinária Juliana Pajosse, da May Pet. 
 
São várias as razões para a coceira, que passam por alergias – a comida, picadas de insetos, bactérias, fungos e ácaros –, falta de higiene, até picos de estresse e problemas no sangue. As crises podem acontecer em pets de todas as raças e idades. Justamente por ser um problema muito amplo o tratamento não é tão simples também e não deve ser negligenciado. “Pode ser algo simples, como alergia a pulga, que é tratada com medicação, anti-inflamatórios, ou pode ser alimentar, quando é preciso fazer vários testes até encontrar a causa”, explica a profissional.
 
Quando o motivo é atípico, ou seja, ele tem alergia ao ambiente, é necessário promover uma mudança geral. “Neste caso, precisa agir igual com alguém alérgico. Tem que evitar tapetes, manter a cama e as cobertas bem limpinhas e deixar bater sol onde fica o animal. Também existem opções de remédios e xampus disponíveis para estes casos”, pontua Juliana, que alerta para os cuidados com a medicação caseira. “O que é bom para um bichinho pode não ser eficaz para o outro.” Ela alerta que é preciso ficar atento aos banhos dados em casa. “A frequência vai depender da causa do prurido do animal. Vale ressaltar que se não secar direito o bichinho, especialmente os que têm pelo longo e cheios de nós, pode causar fungo.”
 
Por exigir total disciplina do tutor com o tratamento correto e frequente acompanhamento ao veterinário, tem gente que desiste no meio do caminho, o que pode piorar, e muito, a qualidade de vida do bichinho. Começa um ciclo de coceira que parece não ter fim. “É extremamente necessário seguir todas as orientações profissionais. Se algo sair do roteiro, às vezes é inevitável começar tudo de novo. O resultado nunca é o esperado”, explica. 
 



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