Galeria de arte particular

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Miriam Gimenes

Quem gosta de arte e sabe apreciá-la com certeza tem alguma dentro de casa. Seja ela pintura, quadro ou escultura, trata-se de um item de extremo valor sentimental. Por isso, é importante deixá-la em local de destaque – e seguro – dentro de um ambiente. 
 
Apaixonada pela expressão artística, a arquiteta Karina Korn acredita que, isolada em um ambiente ou acompanhada por outras, a curadoria de arte é capaz de transformar o estilo e astral de qualquer espaço.
 
Primeiramente, um mito a ser desfeito é a relação que liga a arte a um expressivo desembolso financeiro. Tanto para quem busca peças assinadas por artistas renomados ou para aqueles que admiram a expressão artística, mas não buscam a profundidade de quem faz dela um hobby, telas, gravuras e fotografias são as escolhas que propiciam beleza aos ambientes.“ O conceito de arte é algo relativo, pois depende do olhar de quem produz e de quem vê. Não há rigidez, a regra é olhar e gostar”, explica a arquiteta. 
 
 
Segundo Karina, o ponto de partida para incluir obras de arte em um ambiente é analisar o estilo do espaço, que dirá se a peça será única ou acompanhada por outras – desde que haja convergência entre elas. “Existem pessoas que gostam tanto de arte que fazem de suas casas verdadeiras galerias”, relata.
 
Em vias de regra, um décor clássico abre frente por escolhas mais sóbrias – geralmente, telas que revelam paisagens, retratos ou mesmo obras abstracionistas. Além disso, costumam ser acompanhadas por molduras, fechando a unidade na decoração.
 
 
Nos ambientes minimalistas, as mais indicadas são as obras com menos elementos e mais discretas, dispensando a presença das molduras. Segundo Karina, as telas registram pinturas com cores sólidas – normalmente com uma ou pouco mais de uma cor. Fotografias também costumam condizer com esta proposta.
 
Para os amantes de arte, os estilos moderno e contemporâneo são os mais permissivos e é, por meio deles, que a criatividade pode – e deve – entrar em ação para valer. Desde as cores, até as formas, praticamente tudo está liberado. A arte pode unir telas e fotos do seu acervo e até mesmo o lado afetivo, como uma ilustração feita pelo filho do cliente em um trabalho escolar. “Aqui podemos ousar sem medo. As cores podem ser discretas, marcantes, misturadas. Outra opção muito bacana também é misturar com outros estilos. Peças clássicas comungadas com minimalistas podem exteriorizar espaços magníficos”, finaliza a arquiteta.
 



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