Casal arrecada fundos para que filhos andem

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Aline Melo

Heitor e Beatriz têm paralisia cerebral; terapia nos Estados Unidos é esperança de qualidade de vida.

Lidar com o desconhecido é a rotina diária de pais e mães de crianças com alguma necessidade especial. Para o casal Elisabeth Rosa Duarte, 40 anos, analista de recursos humanos, e Wiliam Ferreira Duarte, 42, analista de sistema, o desconhecido foi o que os impulsionou a buscar não só informações, mas alternativas e recursos para tratar os dois filhos, Heitor, 5, e Beatriz, 3, em seus quadros de paralisia cerebral. As crianças apresentam a condição, em graus diferentes, em decorrência do nascimento prematuro. A família mora no bairro Silveira, em Santo André.

Após os diagnósticos das crianças, o casal começou a buscar estímulos que pudessem garantir qualidade de vida para os pequenos. Durante os tratamentos, conheceram o método de fisioterapia neuromotora TheraSuit, que visa melhorar a rigidez dos músculos (conhecida como espasticidade) e permitir que pessoas afetadas pela paralisia cerebral possam andar. “Há dois anos eles já estão em tratamento com essa técnica. Se pudermos ir aos Estados Unidos para um tratamento intensivo, os resultados serão bem melhores”, explicou Elisabeth. “Literalmente, eles vão ser treinados para sentar, ficar em pé e andar”, completou. As crianças fazem terapia três horas por dia, quatro dias por semana.

Para bancar três períodos de um mês na cidade de Largo, na Flórida, a família precisa de R$ 370 mil até o início do ano que vem, já que a primeira sessão está agendada para 3 de fevereiro de 2020. Para atingir o objetivo, lançaram mão de iniciativas como a venda de suculentas e minicactos, distribuição de cofrinhos solidários em escolas e estabelecimentos comerciais e campanha de arrecadação de doações espontâneas. A Prefeitura de São Bernardo cedeu ginásio poliesportivo para a realização de evento para angariar fundos em 15 de dezembro e os pais estão estudando o que montar. “A ideia de vender os vasos é para estabelecer troca e simbolismo. As plantas vão crescer e se desenvolver, como nossos filhos”, frisou Elisabeth.

A clínica Lampert's Home Therapy, na Flórida, tem fisioterapeuta brasileira à frente dos trabalhos. A família já está há cerca de seis meses em contato com a profissional, Rose Lampert, que também tem orientado a equipe que atende Heitor e Beatriz. “Esse contato tem sido rico para todo mundo. As terapias pelas quais as crianças passam estão preparando os dois para esse tratamento intensivo”, destacou Duarte.

Os pais de Heitor e Beatriz mantêm perfis nas redes sociais para divulgar a história das crianças. No Facebook, a página é facebook/heitorbratriz.duarte e, no Instagram, @heitorebeatrizduarte. Doações podem ser feitas nas contas poupanças na Caixa (Heitor Rosa Duarte, CPF: 510.416.418-77, agência: 2287, conta: 00001932-0 e Beatriz Rosa Duarte, CPF: 516.914.208-08, agência: 2287, conta: 00001933-9) ou pelo site Vakinha (vaka.me/766388).




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