PETS

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Marce

PETS

 
SUPORTE EMOCIONAL
 
Pixabay

 
Em recente viagem para os Estados Unidos me deparei com cena muito curiosa. Estive na cerimônia de formatura do Ensino Médio de uma prima e entre 800 formandos pelo menos dez entraram com cachorros. No primeiro momento, achei que os estudantes não enxergavam e precisavam de guias, mas depois descobri que os bichinhos eram ESA (Emotional Support Animals) ou Animais de Suporte Emocional, em tradução livre. 
Sinceramente, nunca tinha ouvido falar no termo, só conhecia os de serviço (como os cachorros dos bombeiros e os que levam os deficientes visuais), além dos que auxiliam em terapias. Os emotional, basicamente, são pets – que pode ser cachorro, gato, papagaio, roedor, peixe, qualquer um – que cumprem o papel de companhia e preenchem o vazio existencial do tutor. 
 Eles recebem um tipo de identificação dada por um profissional da saúde, que atesta que o animal proporciona benefícios para uma pessoa incapacitada por uma condição de saúde mental ou distúrbio emocional. Às vezes, a pessoa é absolutamente tímida, tem certo grau de autismo ou sofreu algum trauma. No caso, os alunos da formatura em questão sobreviveram ao ataque a tiros de ex-aluno que invadiu escola e matou 17 em fevereiro de 2018, na Flórida. Depois do episódio, os animais passaram a ir com alguns deles ao colégio todos os dias. Voluntários também fizeram questão de levar seus próprios bichos para interagir com as turmas.
Nos Estados Unidos, os ESA são tão respeitados que muitas companhias reconhecem esse tipo de categoria animal e permitem que os bichinhos proporcionem assistência emocional aos donos também durante as viagens de avião. Por lá não é incomum ver cachorros e gatos nas poltronas, mas também tem gente que já viajou com porcos, cobras, patos, cangurus. Não importa o tipo, desde que o médico dê o aval.
No Brasil, existe um projeto de lei (174/18), do vereador Quito Formiga (PSDB), que propõe a criação de um cartão paulistano – nos moldes dos norte-americanos – para identificar o animal de suporte emocional. No RG, deve estar carta do profissional de saúde declarando a doença mental verificada e a prescrição do bicho como tratamento. Além disso, o Centro de Controle da Zoonose ficaria com a competência de controlar e aperfeiçoar esta política pública.
Acho toda essa história muito válida, de verdade. Claro, que se por um lado é triste as pessoas dependerem dos animais para seguir a vida, por outro, está mais do que provado o bem que a companhia deles faz. É impressionante como os seres humanos conseguem evoluir. Que todos,  sejam respeitados, portanto!


 




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