Editorial: Empatia

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Marcela Munhoz

 
Desde sempre ouvimos falar o quanto é importante amar o outro como a si mesmo. Na infância, isso é mole. Criança dá o pedaço do lanche para o colega no recreio, devolve o brinquedo, pega na mão do amiguinho que acaba de conhecer e até chora com o irmão se isso fizer ele se sentir melhor. À medida em que crescemos, os olhos se voltam para o próprio umbigo e para o celular, que fica no meio do caminho. O 'antes eu do que ele', 'se sobrar eu dou' e o 'vou ajudar?, mas nem conheço' fazem parte da rotina do adulto. Nossos sentimentos, pensamentos e vontades aparecem em primeiro lugar. Ou não?
A empatia fica guardada em alguma caixinha dentro da gente, até que notamos novamente seu sabor. Empatia é compreender o sentimento da outra pessoa, ver com os olhos dela. Para isso é preciso se conectar com o mundo, com as coisas que estão se passando no ponto de ônibus, no trânsito, no trabalho e até dentro de casa. Recentemente a editora que vos escreve perdeu o celular na rua. Sem esperanças de que conseguiria encontrá-lo, liguei. Poliana atendeu. Se a garota de 21 anos (retratada na arte deste editorial) não tivesse prestado atenção no caminho que ia percorrer, não teria encontrado o aparelho. Se não tivesse se colocado no meu lugar não teria esperado eu ligar para conseguir recuperá-lo.
Não conhecia Poliana antes desse episódio, mas a admiração foi tão grande que hoje a considero muito, tanto que, por causa de seu exemplo, você vai ler nesta Dia-a-Dia reportagem especial com outros exemplos de empatia. “Praticar a gentileza significa colocar o bem- estar do outro como critério da ação. Considerar que tudo o que fazemos afeta nosso entorno e buscar fazer do mundo um lugar melhor”, explica Clóvis de Barros Filho, autor do livro Shinsetsu – O Poder da Gentileza.
Ser sempre gentil também é um dos mantras de Cauã Reymond. Ele foi educado e atencioso durante entrevistas que me concedeu nesta e em outra oportunidade, uma impressão não só minha, mas compartilhada entre os colegas da imprensa. Mais do que responder com delicadeza e sinceridade, quis saber o que eu tinha achado do seu último trabalho. Não teve problemas em confessar insegurança ao voltar para a comédia (ele está no filme Uma Quase Dupla). “Foi um grande desafio para mim”, confessou o também paizão da Sofia.
E nesta edição do Dia dos Pais, o Minha História é sobre Daniel, garotinho com deficiências. Ele foi adotado por Diego de Oliveira e Leandro Couto, que tiveram a empatia de enxergar além de simples diagnóstico limitante fornecido pelo abrigo onde estava. “No documento não falava do sorriso dele, o quanto é cativante e inteligente. Nós só demos uma chance para essa criança aparecer”, conta Diego. Você também vai ler na Dia-a-Dia de agosto reportagem sobre os influencers, quarto compartilhado, outlets, além da Pet é Pauta e produtos das vitrines. Enquanto lê, faça pausas e olhe ao seu redor. Pode ser que alguém esteja precisando de uma dose da sua empatia hoje. Ofereça sem moderação, é de graça!
 
Marcela Munhoz
marcelamunhoz@dgabc.com.br

 




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