Entrevista Estopinha

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Marcela Munhoz

Está para nascer vira-lata mais obediente e charmosa do que a Estopinha – minha Gilda não conta, claro, nossos filhos de quatro patas são sempre incomparáveis. A ajudante de Alexandre Rossi, o Dr. Pet, está lançando Estopinha – A Autobiografia da Vira-Lata Mais Amada do Brasil (Editora Planeta, 160 págs., R$ 39,90, em média).

Prestes a reunir os fãs em sessão de autógrafos em São Paulo – será dia 8 de novembro, às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073), ela me deu entrevista e contou um pouco da sua história cheia de ‘devoluções’. Confira:

Você chegou a sonhar um dia que depois de ter sido devolvida e ter tido uma doença perigosa (cinomose) se tornaria uma celebridade. Como atualiza suas redes sociais, que contam com milhões de seguidores?

Não tia, de jeito nenhum! Se bem que sempre soube, lá no fundico, que queria arranjar maneira de ajudar todos os meus irmãozinhos a terem uma família igualzinha à que eu queria ter. Consigo atualizar porque faço muita bagunça e aí conteúdo é o que não falta. Tem gente que não acredita, mas tudico o que posto é verdade. Sempre leio todos os comentários e respondo alguns.

Qual a importância de poder falar com tanta gente assim?

É muito, muito, muito importante. É o jeito que espalho minha missão de ajudar os animaizinhos e melhorar o relacionamento deles com as pessoas. Na internet a gente pode falar com o tio do Japão do mesmo jeito que fala com o do Jalapão (piadinha).

Infelizmente, ainda tem gente que não quer adotar vira-lata de jeito nenhum. Você sente algum preconceito?

Modéstia à parte os vira-latas são demais. Cãozinho já é tudo de bom, né? Imagina a gente, que é uma mistura de vários tipos! Porque ter só um se dá para ter todos? Ainda existe gente que tem preconceito, mas está diminuindo. Cada dia mais os tios estão entendendo a importância da adoção, de salvar uma vida.

O que mais gosta de fazer?

Olha o spoiler do livro (risos). Lá eu conto tudo, mas vou revelar mesmo assim: adoro tomar solzinho quando acordo. Também amo fazer aula, sabia? Faço todos os dias por Skype e depois com o professor em casa. Sou boa aluna! Gosto também de brincar com o Barthô (outro cachorrinho do casal Rossi), de fuçar na horta dos papis e comer as berinjelas deles. De fim de semana, vou nas palestras com o papis e acabo conhecendo os amigos da internet. Tenho paixão por viajar.

Seus pais deixam você comer de tudo ou não?

Por mim eu comeria o dia inteiro. Sou super-hipermega gulosa, mas os papis tomam cuidado com o que como, porque tenho uma doencica na barriga e se eu comer algo diferente passo mal. Eles também controlam meu peso, porque quero viver muitos anos e cãezinhos com sobrepeso vivem menos, sabia?

Você sempre faz um check up anual, né? Por quê?

Sim, é muito importante. Assim a gente tem certeza mesmo de que está tudo certo. Outra dica legal é os tios fazerem massagem nos seus bichinhos. Assim conseguem sentir se tem alguma parte do corpo que tá doendo ou se apareceu alguma bolinha ou machucadinho estranhos.

Fale um pouco do seu livro.

Ah, estou tão feliz. Deu um trabalhão, mas escrevi titico por titico com muito amor. Adorei reunir minhas estripulias. Escrevi porque acho que posso ajudar famílias a se relacionarem melhor com seus pets. Também falo de adoção e o papis dá dicas legais!

 

 



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