Descubra a República Tcheca

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Vanessa Soares Oliveira

 Na região central da Europa, em um espaço territorial menor do que o Estado de Pernambuco, está a República Tcheca (possui pouco menos de 79 mil quilômetros quadrados, contra 98 mil do representante brasileiro). Com construções de nove séculos de existência completamente preservadas, incluindo castelos e prédios históricos, o país possui cerca de 10 milhões de habitantes e muita história para contar. Anteriormente parte da Eslováquia – não é mais desde 1993, quando houve a separação dos países – é considerado o vizinho mais charmoso da Alemanha, Áustria, Polônia e da própria Eslováquia.

Praga é o centro cultural, financeiro, histórico e administrativo do país. A capital é o destino de principal interesse dos turistas. Conhecida como a cidade das 100 torres – apesar de possuir quantidade muito superior –, é também patrimônio da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). “A cidade teve a sorte de não ter sido destruída durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Todo o centro histórico é protegido”, explica Luiz Fernando Destro, diretor do Escritório de Turismo da República Tcheca no Brasil, em conversa com o Diário.

Praga tem tudo para agradar visitantes de todo canto do mundo. Com cena cultural rica, oferece desde espetáculos de balé, ópera, orquestra filarmônica, teatro e concertos até vida noturna agitada com baladas, bares e restaurantes. Entre os principais pontos turísticos, está a Ponte Carlos, principal da cidade; o Templo São Nicolau é a igreja barroca mais charmosa do local, sem falar dos jardins palacianos fora dos ruídos da capital, a colina de Petrín, com mirante que lembra a Torre Eiffel, além, claro, do Castelo de Praga.

Ah, o Castelo de Praga! Maior do mundo, possui pátios, palácios, museus, jardins e permite ao visitante conhecer o trono dos reis, imperadores e presidentes tchecos. O destaque da construção milenar fica por conta da Catedral de São Vito, onde se tem a impressão de que o tempo parou. Criado e decorado por mestres medievais, produz visual deslumbrante em seu interior quando os raios solares atravessam seus vitrais. Além disso, a catedral possui túmulos com as relíquias de diversos santos e reis, a sepultura de São Wesceslau – patrono tcheco –, São João Nepomuceno, assim como dos imperadores Carlos IV e Rodolfo II.

Segundo Destro, os meses mais indicados para quem deseja desfrutar o melhor da República Tcheca é no meio das estações: maio, junho ou setembro. “Julho também é estação de baixa temporada. É verão e como a República Tcheca não tem mar, os moradores vão para onde fica a praia”, aconselha. Além disso, ele garante que no inverno a experiência é única. “Quem não se importa com o frio. Em dezembro, com os mercados de Natal nas ruas, vale muito a pena. Os preços são mais baixos e não é uma cidade que fica abarrotada”, acrescenta.

O custo-benefício também compensa. Dos destinos mais procurados da Europa, o diretor afirma que a República Tcheca está entre os mais em conta. “Em relação a Paris, Itália e Espanha chega a ser cerca de 20% mais barato”. Para desfrutar o melhor que o local oferece, ele acredita que entre sete e dez dias são suficientes. “Se for levar Praga a sério, o ideal são quatro dias só na cidade e os demais para outras atrações, como a região da Morava, no lado Leste”, finaliza.

Opção para curtir com alguém especial
Foi entre outubro e novembro de 2015 que Caroline Pimentel, 29 anos, ao lado do marido, Paulo Eduardo Coutinho, 31, de Santo André, se renderam aos encantos da República Tcheca. Em viagem pela Europa, a visita ao país fez parte de roteiro que ainda incluiu Noruega, Itália e Espanha. “O que mais gostamos na República Tcheca foi a arquitetura, em especial a do Castelo de Praga”, relembra.

Ao todo, eles ficaram uma semana no país e desfrutaram de toda beleza exótica que o local oferece. “Praga é incrível, superlinda e romântica. Fomos no outono, então estava tudo mais encantador”, conta.

Entre os locais que conheceram, Caroline destaca o Castelo, o relógio astronômico, a torre, os jardins em volta do Castelo, a avenida principal , entre outros. “Fomos fiéis ao roteiro dos principais pontos turísticos. Ficamos em uma casa muito próxima à Ponte Carlos, que é um dos principais pontos da cidade. Pegamos várias noites com lua incrível e vista para o rio.”

Se voltariam ao país? Ela afirma que sim. “Mas, desta vez, no verão”, ressalta. E para quem está em dúvida se o destino vale a visita, Caroline acrescenta: “Vale muito, porém, só há uma ressalva: não os sentimos muito bem recebidos pelos tchecos”, finaliza.




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