Procura-se

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Marcela Munhoz

Casmurro foi passear na praça, mas ficou tão assustado quando o sino da igreja tocou que saiu correndo. Perdeu-se do seu Eusébio, que espalhou cartazes nas redondezas e criou página no Face. Nesse meio-tempo, adotou novos companheiros, pois percebeu que bichinho nenhum merece ficar sozinho. O fim da história está em Cachorro Pra Cachorro, dos irmãos andreenses Camila e Rodrigo De Pieri Fernandes (livro de 71 páginas aprovado pelo ProAc).

“A história foi pensada para tratar de tema importante: a adoção. É comum as pessoas comprarem por conta da raça e não percebem a quantidade de bichos sem lar. A fuga faz parte da narrativa”, conta Camila. As cadelinhas Tuddy, Nala e Macabéa foram adotadas pela família Fernandes, mas outros 30 milhões, entre cães (20 milhões) e gatos (10 milhões) estão abandonados no País, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). O tema abandono merece coluna só para ele, até porque é crime. Mas o assunto desta edição é sobre o que fazer para que seu pet não se perca.

Identificar o animal é obrigação. As coleiras com nome e telefone para contato são essenciais. Além disso, existe a possibilidade de colocar microchip, método em que é inserido chip eletrônico do tamanho de um grão de arroz sob a pele. Ainda não há cadastro nacional, mas quando um pet microchipado chega ao veterinário, este passa o scanner e aparece a fabricante do aparelho e número de identificação. É com ele que serão acessados os dados básicos do dono do bicho. Alguns centros de zoonoses fazem o procedimento de graça. Em clínicas, pode passar dos R$ 100.

O bichinho não tinha identificação? Algumas providências são essenciais. Acredita-se que quase 39% dos cães são encontrados nas primeiras 24 horas. Enquanto faz varredura, espalhe cartazes nos pontos próximos do local onde se perdeu e faça post nas redes sociais. Além disso, é importante estabelecer contato com todos os petshops, clínicas, lojas de ração e centros de zoonoses em raio maior do que cinco quilômetros de distância. E lembre-se: muitos se perdem após se assustarem, portanto, toda atenção é pouca.

 




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