Obra apresenta histórias do rock nacional

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Karine Manchini

Todo mundo, no decorrer da vida, acumula diversas experiências, algumas, de tão impressionantes, mereceriam até ser registradas em livros. Com a intenção de contar histórias inusitadas dos bastidores do rock brasileiro, o diretor, produtor e músico Daniel Ferro está divulgando adaptação literária do programa Contos do Rock, que foi transmitido pelo Multishow. Contos do Rock – História dos Bastidores do Rock Brasileiro Contadas por Quem Estava Lá (Editora Dublinense, 2017, 224 págs. R$ 49,50, em média) foi elaborado com as transcrições de alguns dos depoimentos gravados durante o programa por músicos, produtores, empresários e profissionais do meio.

Para a organização do trabalho foram selecionadas 54 histórias de um total de 250. São situações inusitadas, como uma turnê do Sepultura na Ásia, e como Digão, do Raimundos, interagiu pela primeira vez com o lendário guitarrista Johnny Ramone. "Na verdade sempre tive grande curiosidade sobre historinhas do meio que não eram contadas, anedotas que o pessoal soltava só nos camarins. Para mim, isso mostra muito sobre as bandas e sobre como elas trabalham. Diz sobre as personalidades dos músicos e é muito mais relevante do que uma biografia. Como produtor de vídeo de cinema, era um sonho muito palpável que pensei em transformar. Foi algo natural”, conta Ferro.

Os participantes dos contos são representantes da geração antiga, como o cantor Erasmo Carlos e o produtor Amin Khader, e da mais atual, como Di Ferrero, da NX Zero, e Pitty. A obra não mantém uma ordem, mas traz relatos curtos e permite que o leitor escolha qualquer história para mergulhar e se aventurar. Outro ponto positivo do livro é a impressão de que o contador está falando diretamente com quem está lendo. “Todos (os contos) foram uma homenagem. O livro é atemporal e, daqui 50 anos, essas histórias continuarão divertidas. Talvez até possam instigar o leitor a conhecer alguma banda. Daqui dez anos um garoto que pegar o livro poderá gostar de algo mais antigo. Escrevi pensando nisso, na renovação da história”, finaliza o autor.




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