Paixão pelo social

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Vanessa Soares

Pela terceira vez primeira-dama de São Caetano, Denise Auricchio conta que o trabalho realizado à frente do Fundo Social de Solidariedade a fez uma pessoa melhor.

A vida é um presente muito valioso que a gente recebe de Deus.” Com sorriso tímido e olhar doce, a primeira-dama de São Caetano, Denise Auricchio, 53, revela ser uma mulher que aprendeu a aproveitar as oportunidades ofertadas para fazer a diferença na vida das pessoas ao seu redor. Dona do posto pela terceira vez, se orgulha do trabalho realizado no comando do Fundo Social de Solidariedade do município e, experiente que é, garante que todo o esforço vale a pena.

“É um trabalho do qual gosto muito, me envolvo demais. Lem­bro de quando me tornei primeira-dama pela primeira vez e fomos fazer uma entrega de kits de agasalho em um bairro aqui da cidade. Naquela noite não conseguia dormir, porque as pessoas estavam tão necessitadas que aquilo me chocou muito. E aí, você percebe que estava vivendo praticamente no mundo da fantasia. Esse trabalho coloca as claras de como estão as pessoas à sua volta. Dá oportunidade de ajudar e faz a gente aproveitar melhor a vida, não passar em branco”, avalia.

Dentista por formação, deixou de lado a profissão para se dedicar integralmente ao trabalho social. “Quando era só dentista adorava a minha profissão e não mudaria minha vida. Gostava demais. Mas hoje, com essa vivência, sou uma nova Denise. Me sinto muito mais realizada. Sempre digo que foi o melhor presente que já ganhei.”

Apaixonada pela ação social, deu continuidade em algumas atividades inclusive durante os quatro anos que ficou fora da Prefeitura. “Senti muita falta dessa rotina. Tanto que, junto ao grupo de voluntárias que tenho aqui (no Fundo), criamos o Ar­teiras da São Bento. Projeto que realizamos até hoje, mas dentro da igreja. O padre nos cedeu o salão”, conta.

Agora, de volta ao posto, Denise se orgulha e vê os frutos do legado que deixou para São Caetano ainda du­rante os dois primeiros mandatos do marido, o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), quando montaram a estrutura que abriga o Fundo Social. “Desde a primeira gestão o Auricchio foi um grande incentivador do trabalho social”, afirma.

O principal desafio da primeira-dama é trazer novidades aos munícipes. Atualmente, a instituição oferece 27 cursos de capacitação em diversas áreas de formação como gastronomia, beleza e custura, sem custo algum para a população. Entre os mais procurados, estão os de patchwork e artesanato de Natal. Por semestre, o Fundo Social oferece, em média, 400 vagas.

O retorno da dedicação? Denise recebe no dia a dia. Segundo ela, por onde passa, é recebida com carinho pelas pessoas. “Acho que a minha função na Administração da cidade é fundamental. Sempre falo para o Auricchio que o Fundo Social tem esse lado mais acolhedor para o munícipe. É uma ligação carinhosa que eles desenvolvem com a prefeitura.”

FAMÍLIA

Casada há 28 anos, é mãe de dois filhos - Isabella, 26, médica, e Thiago, 25, advogado – frutos do relacionamento que teve início ainda na adolescência. “Nos conhecemos em uma festa de 15 anos e namoramos por 9. Foi meu primeiro namorado”, relembra. Apesar da vida pública, Denise garante que a rotina familiar nunca sofreu grandes interferências. “Engraçado. Ser mulher de médico era muito mais difícil do que ser mulher de prefeito. Hoje ele trabalha em São Caetano, a gente se vê mais, tem os horários mais estabelecidos”, explica.

A correria do dia a dia é típica de qualquer mãe, profissional e dona de casa. Mesmo assim, ela não abre mão de um tempo para si própria. Entre as atividades que realizada nas horas vagas, gosta de ler romances, como os da irlandesa Lucinda Riley, e assistir a seriados. “Adoro séries. As da Netflix são as que amo de paixão”, acrescenta. Além disso, ouvir música, viajar para praia e cuidar dos cachorros também faz parte da lista.

O valor que dá para a vida impressiona, mas não é por acaso. Em 2015, Denise sofreu um grave AVC (Acidente Vascular Cerebral) enquanto dormia. Como sequela, conta que chegou a perder todos os movimentos e não sabia o próprio nome. “Lembro que saí do prédio na maca, chorando, e o meu marido me dizia: ‘Não chora não, vai dar tudo certo’”. E acrescenta: “(O episódio) Foi um divisor de águas. Vi que tudo poderia ter mudado de um dia para o outro, mas tive uma chance de ter a minha vida de volta. Então você pensa muito, porque percebe que a vida não te pertence. Devemos aproveitar o que temos nas mãos porque podemos perder a qualquer momento”, avalia.

Mesmo com a situação difícil que o País atravessa, Denise não perde a esperança de dias melhores. “A visão que se tem político é muito ruim. Prejudica a nossa credibilidade. As pessoas sempre ficam com receio e rotulam a todos da mesma forma. A desonestidade e a corrupção estão em todas as carreiras. Acho que temos que ter esperança de que as coisas vão melhorar. Precisamos mudar o nosso País”, finaliza.

 




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