Conectividade tem um custo

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Karine Manchini

Hoje em dia é difícil ficar desconectado da internet por muito tempo. É que além de fazer ligações, os celulares carregam naquelas pequenas polegadas também diversas funções. Por isso, uma das primeiras coisas que as pessoas fazem assim que chegam em um lugar diferente – inclusive durante viagens – é mandar recado para família e checar as redes sociais. Mas é preciso ter cuidado: dependendo do local, a cobrança por usar o celular, principalmente fora do País, pode dar prejuízo.

O famoso roaming é um serviço que permite receber chamadas ou usar a internet fora do país de origem. Quem não entra em contato com a empresa de telefonia antes de embarcar para se informar sobre o serviço pode se assustar ao receber a conta do mês seguinte.

Geralmente, as empresas pedem que o cliente ative o roaming e escolha pacotes específicos que dão cobertura longe do território brasileiro. Caso isso não aconteça, são feitas cobranças adicionais para usos feitos no exterior se a operadora possuir sinal em outros países.

Foi o que aconteceu com a diretora pedagógica de Santo André, Denise Pattini, 56 anos. Mesmo sendo experiente e sempre deixar o celular desligado ou no modo avião durante as viagens, foi supreendida após cruzeiro feito na América do Sul.

“Estava navegando no litoral argentino, precisamente na Patagônia, o telefone tocou e como eu estava no mar, que geralmente não tem sinal, não me atentei em colocar no modo avião. Fiquei assustada com o telefone tocando e imediatamente desliguei e não atendi. O navio deve ter passado em uma área que tinha sinal e o celular captou, depois de algumas horas tocou novamente, mas não atendi”, lembra Denise.

O curto período que recebeu essas ligações foi o suficiente para a conta da sua operadora, que na época era Claro, cobrar valores de consumo internacional. “Quando recebo a fatura no mês seguinte da viagem veio um valor absurdo. Para cada uma das chamadas ficou em torno de R$ 80. Expliquei a situação para a operadora, mas diziam que estava lá e que havia atendido por dois segundos. Posso ter atendido, pois me assustei, mas logo desliguei. A Claro solicitou que eu fizesse todo o procedimento escrito, consegui visualizar no roteiro onde eu estava que provavelmente pegou o sinal e, por fim, a operadora negou meu pedido e tive de pagar o valor”, reclama. Ela mudou de operadora.

Após passar por esta situação Denise decidiu tomar ainda mais cuidado. Em 2016 foi para Orlando e Los Angeles e para ter certeza de que estava segura de cobranças indesejadas, antes de viajar contratou o serviço do chip Easysim4u, que oferece planos de a R$ 113,05 a R$ 226,09. Os pacotes fazem a cobertura de 5 a 30 dias para diversos países e o cliente precisa escolher qual serviço é o mais adequado para a viagem. “Nas duas vezes contratei o pacote básico, que permitia acesso ilimitado a internet, tanto que nem usei o GPS do carro e sim os aplicativos do meu celular como Waze e Google Maps. Ele cumpre muito bem o papel”, diz.

Se o consumidor não quiser utilizar nenhum desses serviços tem duas opções: desativar o roaming manualmente nas configurações do celular ou deixar o aparelho em modo avião e usufruir de Wi-fi disponibilizados por hotéis e restaurante. Confira ao lado dicas para não ficar desconectado.  




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