Cinco das sete cidades estão em ranking das 100 mais inteligentes

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Natália Fernandjes

A terceira edição do ranking com os 100 municípios mais inteligentes do Brasil conta com cinco das sete cidades do Grande ABC.

O destaque fica por conta de São Caetano, única entre as dez mais bem colocadas do País, na nona posição. Na sequência, aparecem São Bernardo (20º lugar), Santo André (26º), Mauá (93º) e Diadema, na 100ª colocação. A listagem, denominada Connected Smart Cities, elaborada pela consultoria Urban Systems, aponta as administrações que possuem iniciativas importantes para o desenvolvimento em 11 áreas: Mobilidade, Urbanismo, Tecnologia e Inovação, Empreendedorismo, Governança, Educação, Energia, Meio Ambiente, Saúde, Segurança e Economia.

A filosofia da Urban Systems é a de que gestores públicos compreendem o poder de conectividade entre todos os setores da cidade. Conforme a empresa, focada em inteligência de mercado, é preciso ter consciência de que investimentos em saneamento estão atrelados não apenas aos ganhos ambientais, como aos ganhos em Saúde, que irão a longo prazo reduzir os investimentos na área e, consequentemente, impactarão em questões de governança e até mesmo economia.

Em relação ao ranking de 2016, apenas Santo André e Mauá apresentaram piora no desempenho, tendo em vista que caíram da 22ª para a 26ª e da 66ª para a 93ª posições, respectivamente. Em contrapartida, São Caetano subiu do 13º lugar para o nono, São Bernardo saltou da 30ª colocação para a 20ª e Diadema, que não aparecia na lista, ingressou na 100ª posição.

Para o coordenador da Cátedra Gestão de Cidades da Universidade Metodista de São Paulo, Luiz Silvério, a boa colocação do Grande ABC na lista de cidades mais inteligentes está associada à característica geral da região, que tem bons indicadores de PIB (Produto Interno Bruto), escolaridade, renda e está em localização privilegiada dentro do Estado do ponto de vista da logística. “Quando se trabalha de forma global todos esses itens, é natural que grandes cidades fiquem nas primeiras posições, já que concentram o ótimo e o pior dos mundos. Já no caso de São Caetano, é levado em conta o alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o PIB e o fato de ser uma cidade estruturada, sem problemas como falta de saneamento ou necessidade de urbanização”, observa.

As cinco cidades consideradas mais inteligentes do País são capitais: São Paulo (campeã pelo segundo ano consecutivo), Curitiba (saltou do terceiro para o segundo lugar), Rio de Janeiro (caiu do segundo para o terceiro posto), Belo Horizonte (subiu da quinta para a quarta posição) e Vitória (passou da sexta colocação para a quinta).

O especialista alerta, entretanto, que o índice não pode servir para que gestores se vangloriem, tendo em vista que se trata de análise global da situação. O ideal seria analisar cada um dos 11 rankings de forma isolada, considera Silvério. “Quando olhamos para indicadores importantes, como é o caso da infraestrutura, do desenvolvimento social e do desenvolvimento econômico, o Grande ABC não se destaca. Pelo contrário, eles devem ser utilizados como forma de provocar o olhar para o futuro. Temos um grande desafio, que é olhar para a região como um todo, daí a importância do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC no desenvolvimento urbano coletivo”, diz

 

Setecidades - Diário do Grande ABC - Edição: 23/06/17




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