Primeiro furo na orelha não precisa ser traumático para o bebê

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Caroline Garcia

Sair com a orelha furada da maternidade como antigamente já não é a realidade dos recém-nascidos. Cada hospital tem a sua regra, mas geralmente o procedimento não é feito mais nesses equipamentos. Os pais que desejam ver a filha de brinquinho devem, então, procurar um especialista.

Enfermeiros, acupunturistas e farmacêuticos (nesse caso desde que o bebê tenha mais de seis meses) estão aptos a realizar o primeiro furo. Há brincos próprios para isto que são menos agressivos do que aqueles que os pais estão acostumados a comprar em lojas comuns.

“Eu recomendo que o procedimento seja realizado a partir dos 15 dias de vida. Se os pais quiserem antes, tem que avaliar o tamanho do lóbulo para saber se já é viável ou não”, afirma Tatiane Capelasso, 35 anos, enfermeira e acupunturista auricular de São Caetano, que também é proprietária da Home Nurse Assessoria.

Segundo Tatiane, a vantagem de usar a técnica da acupuntura auricular é não causar nenhum dano aos pontos da orelha. “Se o furo for feito fora do ponto neutro, pode causar um desequilíbrio energético corporal. Geralmente os pontos mais afetados por furos errados são o da língua, olhos e dente.”

Perfurar os pontos específicos de cada parte do corpo, como por exemplo o da visão, não quer dizer que a criança terá efetivamente problemas de vista. “O que vai acontecer é ela ter uma propensão maior a desenvolver problemas naquela área devido a esse desequilíbrio de energia. E uma vez furado o ponto, por mais que o furo feche, não tem mais volta.”

Realizar o procedimento na clínica onde funciona a Home Nurse, no bairro Olímpico, sai por R$ 120, se for a domicílio o preço é R$ 180 para o Grande ABC. O bebê é colocado em um ambiente aquecido com som que simula o do útero. “A fala da mãe na hora também é muito importante. Se a criança tiver dormindo, por exemplo, eu vou fazer o furo e ela vai continuar dormindo.” Veja vídeo abaixo.

A inspiração de se especializar em perfuração e colocação do primeiro brinco surgiu de uma necessidade própria da enfermeira quando precisou furar a orelha de sua filha. “Apesar de ter sido uma outra enfermeira que fez o procedimento, o furo ficou torto e ela chorou muito. Fui tentar consertar na farmácia, mas na hora do furo, o brinco caiu no chão e a pessoa queria colocar de volta na minha filha sem esterilização. A partir dai fui procurar cursos. Descobri a acupuntura auricular, que uni aos meus conhecimentos de enfermeira.”

Uma das “clientes” de Tatiane foi a pequena Isadora, hoje com seis meses de idade. “Na época ela estava para completar um mês e foi muito tranquilo. Ela nem chorou. Se conhecesse esse método antes, teria feito o da minha filha mais velha, que foi com pistola na farmácia. Além do furinho, ela ganhou um certificado de princesa, dizendo que ela passou pelo processo com muita bravura”, conta Regiane Paschoal, 37, de São Bernardo, que também é enfermeira e poderia fazer a perfuração. “Prefiro confiar em quem tem curso e é especialista naquilo que faz.”

Outros serviços

Além de colocação de brincos, a Home Nurse oferece, por meio de parcerias, outros serviços no Grande ABC que facilitam a vida de pais e mães nas primeiras semanas da nova rotina com um bebê em casa.

Dois dos cursos mais procurados são sobre amamentação, que vai desde as primeiras dicas até orientação para o desmame, e a shantala, massagem indiana que suaviza as cólicas do bebê. Os profissionais passam cerca de 3 horas na casa dos clientes e os serviços saem por R$ 250.

 

Setecidades - Diário do Grande ABC - Edição: 09/06/2017




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