Invista no revestimento

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Vinícius Claro

Imagine que tenha acabado a reforma da casa, mas o sofá desbotado ou rasgado, as cadeiras com manchas e aparência envelhecida ainda continuam destoando da nova decoração. O cenário pede uma mudança, mas não necessariamente que envolva a troca do mobiliário. Trocar o revestimento (tecido) e o estofamento pode ser saída muito mais econômicas. As motivações para substituir o revestimento mobiliário são várias, desde a necessidade de reparo até estar enjoado das estampas. As opções de tecido também são diversas. Couro, couro sintético, chenille, suede, veludo e jacquard são exemplos.

Escolher alguém experiente no trabalho artesanal de estofamento e troca de revestimento de sofás, poltronas e até mudanças de pintura em peças antigas e de grande valor sentimental para o dono é fundamental para que nada seja perdido. Para o professor do curso de Design de Interiores da Universidade Metodista de São Paulo Jair de Oliveira, é importante pesquisar profissionais que tenham bom histórico, pedir indicações de colegas e conferir trabalhos que já foram realizados. “Também são necessários acertar bem qual o tipo de serviço que será feito e combinar todas as mudanças previamente, para não ter dor de cabeça depois.”

O empresário do setor Marco Antônio Pereira, 45 anos, que está há muitos anos com esse trabalho e tem lojas em Santo André e São Caetano, explica que para um serviço ficar benfeito não basta apenas fazer a troca do revestimento, também é preciso mudar a espuma. “Espuma velha em pano novo não dá certo. O tecido esgarça, fica feio e estraga mais rápido.” Pereira explica que o tempo para reparar um móvel é de até 15 dias. Em sofás de dois ou três lugares, o preço varia de R$ 1.800 a R$ 2.800, de acordo com o tecido escolhido. Cadeiras variam entre R$ 180 e R$ 240 e poltronas, em torno de R$ 800.

O empresário ressalta ainda que não existe móvel perdido, sempre há possibilidades para recuperar a peça desejada, realizando trabalhos como lustração e restauração da madeira, troca de percinta, molas e a própria espuma. “A gente desmonta tudo e reconstrói do zero, aproveitando e mantendo o estilo, agregando um tecido mais moderno”, detalha Pereira.

CONSERVAÇÃO

Pereira explica também que deixar os móveis expostos à luz solar, fazer limpezas exageradas e deitar sem camisa no sofá ou com a cabeça molhada são alguns dos fatores que aceleram a deterioração. Para prevenir, o empresário sugere o uso de uma manta no dia a dia.

Para a arquiteta Cláudia Macedo, de Santo André, um quesito importante para garantir a longevidade dos móveis é escolher tecidos que venham com proteção de scotchgard para ambientes internos e acquablock para os externos – ambos produtos têm funções comuns de impermeabilizar e facilitar a limpeza do revestimento, além de protegê-lo da luz solar.

A arquiteta também recomenda que móveis grandes, como sofás, sejam escolhidos com cuidado, procurando produtos de alta qualidade. Com uma boa estrutura, esse tipo de mobiliário pode durar muitos anos, sem precisar de substituição, apenas a troca no revestimento. “Às vezes, vale a pena esperar um pouco e juntar mais dinheiro para comprar um melhor. Sofá ruim acaba dando prejuízo, é o barato que sai caro.”

Cláudia é a prova de que um móvel bom pode durar muito tempo. Ela conta que tem um sofá do tipo chaise longue, com mais de 50 anos, e usou a troca de revestimento para revitalizar a aparência dele. “Fiz a reforma cinco ou seis vezes. Como o material do móvel é muito bom, as mudanças sempre dão certo.”

 




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