Jornalista Chico Ornellas conta história de Mogi das Cruzes em livro

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Vinícius Castelli<br>Do Diário do Grande ABC

Boa parte da história de Mogi das Cruzes, município da Grande São Paulo, pode ser saboreada por meio do livro ''Urupema - Um Passeio Histórico por Mogi das Cruzes'' (Lopes & Acioli Editora, 296 páginas, R$ 50), assinado pelo escritor e jornalista Chico Ornellas.

O lançamento acontece neste sábado (17), a partir das 15h, na Praça de Eventos do Mogi Shopping (Avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 1.001), e contará com a presença do autor, que estará autografando os exemplares.

Com carreira jornalística que teve início no Diário de Mogi e soma passagem de 44 anos em O Estado de S. Paulo, o autor conta, ao longo de 72 capítulos, sobre personagens ilustres, alguns nascidos em Mogi e outros que por lá chegaram e ficaram.

Segundo o escritor, são histórias independentes, “com começo, meio e fim”. Uma delas é sobre um imigrante russo que desembarcou no Rio de Janeiro em 1917. “O pai dele o mandou para o Brasil, fugia da Revolução Russa. Ele embarcou em um trem para São Paulo e deveria descer em Jacareí, onde seria acolhido por amigos da família. Dormiu, perdeu a estação correta, e desembarcou em Mogi das Cruzes, onde viveu até 1964, ano de sua morte”, conta o autor.

Fala também sobre estudantes da cidade que participaram de movimentos de resistência ao regime militar (1964-1985). Ornellas conta de Yayá Melo Freire, mogiana que viveu 42 anos interdita. “Era uma milionária, solteira e sem filhos, foi declarada louca e internada. Morreu e sua fortuna ficou para a Universidade de São Paulo".

Ornellas se lembra que ouviu falar de Yayá ainda por sua avó paterna. “Depois que meu avô morreu, minha mãe me pedia para ir fazer companhia, então, eu dormia na casa de minha avó. Essas histórias não saem mais da cabeça”, diz.

O livro é fruto de pesquisa, memórias, e também de experiências pessoais. Tanto que o autor conta causos de pessoas com quem já teve ou tem contato. Uma delas sobre o dono de um restaurante chamado Mirante do Paraíba. “É uma história bem cômica essa”, garante.
 




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