Bianca Gismonti lança disco com canções cheias de pluralidade

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Vinícius Castelli

Nome que transita na música desde a infância, por conta de seu pai, Egberto Gismonti, a pianista, cantora e compositora Bianca Gismonti dá outro passo na carreira artística e apresenta o álbum Desvelando Mares (Hunnia Records, R$ 20, em média), terceiro de sua discografia. Na nova empreitada ela é mais uma vez acompanhada por Julio Falavigna (bateria) e Antonio Porto (contrabaixo) e aposta na pluralidade.

Gravado na Húngria e resultado de trabalho que começou em 2016 e terminou em 2018, o disco é ilustrado por nove temas e apresenta influências de diversas partes do mundo e mostra, de novo, que a cantora está liberta de rótulos e aberta para absorver temperos de várias outras linguagens musicais.

A faixa Salteo, por exemplo, tem inspiração em compositores argentinos, já Piano station vem da liberdade polirítmica e oriental do armênio Tigran Hamasyan.

Bianca não poupa cuidado com os arranjos e harmonias do disco. Outro destaque é Ostinatos, que conta com toques a partir da música do compositor norte-americano Steve Reich.

“Como descendente de uma família e de um país miscigenado, sempre admirei a riqueza que a mistura nos fornece. Sempre fui buscadora da união, da unidade na diversidade; sempre identificada e enraizada nas minhas terras brasileiras”, revela Bianca.




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