Paraíso dos cotistas de apartamentos

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Dérek Bittencourt <BR> Do Diário do Grande ABC

Ter um lugar estruturado para poder passar alguns dias do ano, com opções de lazer para toda a família em destino cada vez mais valorizado, enche os olhos de qualquer turista ou investidor. Mas parece que ficou no passado o tempo em que o sonho era adquirir um imóvel só seu. Pelo menos em Olímpia, a moda é ser cotista de um apartamento nos mais novos complexos hoteleiros da cidade das águas termais.

Funciona assim: a unidade é dividida entre 14 cotistas. Cada um deles pode utilizar em quatro períodos do ano já pré-estabelecidos (28 dias no total), sendo dois períodos na alta temporada e os outros dois na baixa. Caso queira estender o período, basta pagar para um cotista da sua ou de outra unidade. Ah, importante: cada pessoa física tem direito a até três cotas.

De acordo com o CEO do Enjoy Olímpia Park Resorts, Alexandre Zubaran, o gasto médio por uma unidade é de R$ 50 mil – o valor pode ser menor, para unidade com metragem inferior (um quarto para até cinco pessoas), ou maior, na situação oposta (dois quartos para até sete) – em até 72 vezes, diretamente com o comercializador, ou seja, sem intermediário. “Chega a ser ridículo limitar vendas (três por CPF) no meio da crise, mas o que a empresa quer é atrair o usuário, a pessoa que compra para usar. E se não pode usar, entrega para a Enjoy e ela opera como hoteleiro”, explicou Zubaran. Ou seja, quando os proprietários não usam as unidades, podem avisar a administradora, que os disponibiliza para hospedagem. O valor arrecadado é dividido entre a empresa e os donos dos apartamentos. Para quem aluga, a diária sai a partir dos R$ 426.
 




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